Capítulo 26

Capítulo 26

Aprendendo a morrer

 

Num belo dia todos que estão vivos nasceram, em um dia qualquer todos que estão vivos vão morrer. Na estrada da vida temos momentos de alegria, temos momento de tristeza e decepção. Existe hora para trabalhar e hora para descansar, tem dia que vamos apanhar em outros momentos vamos bater.

 

Por ser ateu sei que a vida é uma só, quando morremos tudo se acabar. A pessoa pode ter grandes objetivos ou quem sabe pequenos objetivo, o destino final para ambos é idêntico. Até os dias atuais a morte é inevitável, pode ser que no futuro a vida eterna vai ser uma possibilidade.

 

Meus avôs já morreram e outras pessoas também, recentemente um grande amigo faleceu. Até hoje eu penso nele, dizem que ninguém morre enquanto permanece viva em nossa consciência. Gosto muito da idéia de saber que a vida vai ter um fim, isso me faz pensar em aproveitar mais cada momento.

 

A maioria das pessoas tem medo desse bicho papão, mesmo sabendo que inexiste lugar pra onde correr. Sim pode rezar para o deus de sua preferência, isso de nada vai adiantar. É válido dizer que rezar e é uma perda de tempo, você pode acender quantas velas quiser o fim é inevitável.

 

A morte é assombração que nos fazem serem todos iguais, ela pode chegar hoje amanhã ou no próximo ano. Ela é algo imprevisível e verdadeira, ela trabalha incansavelmente todos os dias. Ela entra na casa do rico e do pobre, para ela as fronteiras de cada país são inexistentes.

 

O objetivo de um médico provavelmente deve ser poder salvar vidas, mesmo salvando muitas vidas ele é incapacitado de salvar a sua própria. Padres pastores vão encontrar com ela, o homem a mulher o menino e idoso também. Ela bate na porta do homem mais sábio, ela não ignora os preconceituosos.

 

Às vezes tenho medo de pensar nela, eu tenho muito medo de encontrar com ela. Tenho muitos objetivos para realizar, mesmo sem saber quando ela vai chegar. Pra uns ela chega na hora certa, e para outros ela pode chegar na hora errada.

 

Eu aceito que ela é um fato inevitável, e sei também que estou sujeito a passar por esse processo. Agora eu vou fazer alguma coisa pra comer, são 23:23 da noite. Hoje eu posso dormir a hora que eu quiser, e amanhã também posso levantar a hora que desejar.

 

 

Acordei levantei já estou na atividade, agora quero parar de falar sobre a morte. Acordei vivo e vou continuar vivendo, estou editando um vídeo que fala sobre o feriado de 15 de novembro. Daqui a pouco eu tenho que cozinhar feijão, também tenho que fazer arroz.

 

Tenho um programa no notebook que está sendo de bastante utilidade, ele faz o oposto do aplicativo que tenha no celular. O programa pega um texto e converte em uma voz robótica, possibilitando a audição de vários textos que se encontram digitados. Estava a pouco tempo atrás ouvindo os primeiros textos que produzi, muitos deles produzidos há mais de 10 anos atrás.

 

O primeiro livro foi escrito no ano de 2005, com o título de Modificando os Conceitos. Em 2007 terminei a minha primeira autobiografia. Hoje é muito satisfatório poder ouvir os textos escritos naquela época, meu pensamento era bastante diferenciado. Eu tinha bastante fé em deus, e acreditava em diversas teorias absurdas.

 

Hoje mais de 12 anos depois eu continuo morrendo, a cada dia que passo eu morro um pouco mais. Sei que a minha morte vai chegar no momento inesperado, ainda possa ficar vivo dez anos 30 anos ou mais. Sei que vou ficar triste em abandonar pessoas queridas mas isso faz parte do processo, e deixo aqui esses fatos registrados para que essas pessoas também aprendam a morrer.